...
Em silêncio, sem pressa do que está lá fora,
deixo-me levar pelo que o coração pede.
Deixas o pó assentar para que descanse um pouco?
Mas não por muito tempo, porque preciso de ti.
Se me leres, vais entender o que não escrevi...
Quero fazer desenhos no pó assente da escrivaninha
e escrever coisas bonitas com a ponta dos dedos.
Imagina...
Até lá, vou escrevendo ...
Traçar o contorno do teu nome onde a rotina se instala,
talvez escrever um verso e usá-lo como inspiração
para acabar este poema.
Fazer da poeira o mapa delicado do que ainda nos espera.
Deixar a casa refletindo por um instante,
só para escutar o ritmo macio da tua ausência a desvanecer.
Porque o pó que adormece é pó de estrelas,
é apenas o contorno do meu coração,
a expressar o que as palavras não sabem explicar...
By.Quandoachuvacai/acor
✨💫
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=386155 © Luso-Poemas
